BRASÍLIA — As projeções mais recentes para a economia brasileira indicam desaceleração do crescimento em 2026, em meio aos efeitos prolongados de uma política monetária ainda restritiva.
O Banco Central reduziu de 2% para 1,8% sua estimativa de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro neste ano, segundo o Relatório de Política Monetária divulgado em 24 de setembro. A autoridade monetária manteve em 5,2% sua projeção para a inflação no fim de 2026.
O relatório observa que a inflação acumulada em 12 meses medida pelo IPCA recuou de 4,72% em maio para 4,22% em agosto, embora as pressões no setor de serviços permaneçam relevantes.
O Ministério da Fazenda também revisou suas previsões. A Secretaria de Política Econômica reduziu de 2,3% para 2% a estimativa de crescimento do PIB em 2026 e de 2,5% para 2,3% a projeção para 2027. Para a inflação de 2026, a estimativa do ministério caiu de 5,1% para 4,9%.
As projeções das duas instituições utilizam metodologias diferentes, mas apontam na mesma direção: a atividade econômica brasileira enfrenta um período de expansão mais moderada, especialmente diante dos efeitos dos juros sobre consumo, crédito e investimentos.
O comportamento da inflação e a evolução do mercado de trabalho continuarão entre os principais indicadores acompanhados nos próximos meses, enquanto empresas e consumidores avaliam as perspectivas para 2027.