BRASÍLIA — O Brasil deu um novo passo na estratégia de expansão de sua infraestrutura digital com a sanção do Regime Especial de Tributação para Serviços de Datacenter, conhecido como Redata.

A legislação, sancionada em 15 de setembro, estabelece incentivos fiscais destinados à instalação de centros de processamento de dados no país. O regime contempla estruturas utilizadas para armazenamento e processamento de dados, computação em nuvem, processamento de alto desempenho e treinamento e inferência de modelos de inteligência artificial.

A iniciativa coloca em evidência um dos principais desafios da expansão mundial da inteligência artificial: a infraestrutura física necessária para sustentar o aumento da capacidade computacional.

Além dos equipamentos de processamento, grandes instalações de data centers exigem fornecimento contínuo de energia, redes de telecomunicações de alta capacidade e sistemas avançados de refrigeração.

Essa relação entre inteligência artificial e infraestrutura energética também esteve em discussão no TechGrid 2026, realizado no Rio de Janeiro. A Empresa de Pesquisa Energética destacou no evento a importância de energia, conectividade e data centers para a expansão da IA em escala.

Para o Brasil, o desenvolvimento desse mercado envolve oportunidades de investimento e digitalização, mas também questões relacionadas ao consumo de energia, eficiência operacional e sustentabilidade ambiental.

A evolução do Redata deverá ser acompanhada de perto pelo setor tecnológico, especialmente à medida que aumenta a demanda mundial por capacidade de processamento destinada a aplicações de inteligência artificial.